Selma Krett - Informes Empresariais
Selma Krett é formada em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui MBA, em "Finanças e Controladoria" pelo IAT/UNICEP; especialista em "Finanças Empresarias" pela FEA/USP. Economista, Perita, Assistente Técnica e Consultora Tributária, Financeira, Administrativa e Contábil.
Total de visualizações de página
terça-feira, 30 de junho de 2015
Mudança de regra permitiu liberação de 10 mi ao BNDES
Fonte: Exame.com Murilo Rodrigues Alves, do Estadão Conteúdo de 23/06/2015
São Paulo - Para injetar mais R$ 10 bilhões no BNDES foi preciso que o conselho curador do FGTS abrisse uma brecha na regra que impedia o fundo de investimento FI-FGTS ter mais de 20% de todo o capital desembolsado em um mesmo grupo ou instituição.
O FI-FGTS é fundo de investimento em projetos de infraestrutura do FGTS que será usado para fazer o aporte no BNDES.
O BNDES ainda deve ao FI-FGTS R$ 4,4 bilhões dos R$ 7 bilhões dos títulos de dívida (debêntures) emitidos em 2008. Somando o que deve com o que vai pegar, a exposição do FI-FGTS ao BNDES será de R$ 14,4 bilhões ou quase 27% do total do capital comprometido, que é de R$ 53,7 bilhões.
Com a transferência de mais R$ 10 bilhões, o total de recursos do fundo no BNDES será quase a metade do patrimônio líquido, apurado em R$ 32 bilhões.
Em documento confidencial, obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, a equipe técnica da Caixa Econômica Federal, administradora do FI-FGTS, aponta os principais fatores de risco à operação.
O primeiro é político. Como é controlado integralmente pelo governo federal, as estratégias do banco podem ser influenciadas por fatores políticos, diz a análise. O governo, porém, não atua como garantidor do endividamento assumido pelo BNDES.
"Caso o BNDES torne-se insolvente ou não tenha capacidade de honrar os seus compromissos assumidos, o FI-FGTS não poderá recorrer ao governo federal no que tange a garantias", alerta o documento.
A questão é que o risco de calotes das empresas que receberão esses R$ 10 bilhões do FI-FGTS é do BNDES, mas não há quem garanta a operação caso essas companhias não cumpram suas obrigações e o banco não tenha como cobrir o rombo.
A equipe da Caixa afirma que não há definição de que o banco terá "recursos suficientes em caixa" para pagar as debêntures na hipótese de eventual vencimento antecipado.
De acordo com o documento, a decisão do governo de não fazer mais aportes no BNDES e a obrigação de transferir os dividendos para o Tesouro podem reduzir a "disponibilidade de recursos" para cumprir suas obrigações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Corrigir FGTS pela inflação elevaria juros para financiar imóveis, diz BC
Fonte: Jus Brasil
À Justiça, Banco Central se manifestou contra ações que pedem correção. Para BC, isso levaria à revisão de 'milhões' de contrato de financiamento.
Por Mariana Oliveira, do G1, em Brasília
O procurador-geral do Banco Central do Brasil, Isaac Sidney Menezes Ferreira, afirmou em documentos enviados na última sexta-feira (14) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventual determinação judicial para corrigir os saldos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com base na inflação implicaria a revisão de "milhões" de contratos de financiamento habitacional.
Ações no STJ e no STF (veja ao final desta reportagem) pedem a correção por índices de inflação já que, em 2013, a TR foi de 0,19% contra 5,91% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Banco Central pediu para participar do julgamento desses processos nos dois tribunais porque é responsável por calcular a TR a partir de metodologia estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Atualmente, os depósitos no FGTS são corrigidos pela Taxa Referencial (TR) – índice usado para corrigir as cadernetas de poupança – mais juros de 3% ao ano. Cada trabalhador com carteira assinada tem uma conta do FGTS, composta de 8% do salário que é depositado mensalmente pelo empregador. O dinheiro pode ser sacado em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria.
Segundo o procurador do BC, os juros atuais de financiamento, que variam entre 6% e 8,66% ao ano para aquisição da casa própria pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), poderiam chegar a 11% se fosse adotado um índice de inflação para a correção do FGTS.
Isaac Sidney Menezes Ferreira destacou nos documentos que, com a correção pela inflação, "a sobrevivência do sistema [de concessão de crédito habitacional] dependeria imperiosamente da revisão de todos os contratos firmados com recursos do FGTS". Ele acrescenta que haveria "repercussão em milhões de contratos no âmbito do SFH".
"Isso porque não haveria como remunerar os fundistas em patamares superiores aos que o próprio fundo aufere a título de receitas. Para se ter a noção do impacto da modificação do índice, por exemplo, com a substituição da TR pelo IPCA, estima-se que haveria um aumento das taxas de financiamento para aproximadamente 11% ao ano, taxas hoje que variam entre 6% e 8,66%", sustenta o procurador.
Ferreira ressaltou aos tribunais que o FGTS permite concessão de crédito aos "fundistas" com valores superiores aos depositados nas contas. Mas, diz ele, "não há recursos infinitos" que permitam entregar o FGTS corrigido pela inflação e conceder financiamento a juros baixos.
"Não há recursos infinitos para satisfazer a pretensões infinitas. E foi justamente para tornar viável essa destinação social do FGTS [...] que se decidiu pela adoção de uma sistemática de remuneração baseada na TR. Esta foi a fórmula encontrada para manter minimamente viável a concessão de crédito por parte do FGTS a custos mais módicos. Não há como empregar os recursos na concessão de créditos menos onerosos e, ao mesmo tempo, pretender pagar aos fundistas uma remuneração muito superior à cobrada dos tomadores. Por certo, a conta não fecharia."
O BC acrescenta ainda que aumentar os juros tornaria os empréstimos "inacessíveis a significativa parcela da população".
Segundo o BC, o FGTS tem "dupla finalidade", servir como garantia de pagamento de indenização a trabalhadores em caso de demissão e fomentar políticas públicas na área de habitação. Para o procurador-geral da instituição, o fundo não pode ser visto com um benefício individual do trabalhador.
Ele defende que enxergar o FGTS como benefício de toda a sociedade afasta "interesses de uma minoria movida pela expectativa de ganhos fáceis, notadamente quando instigada por entidades, inclusive sindicais e partidárias, que promovem a cultura das ações em massa em tempos de estabilidade monetária".
O procurador Isaac Sidney Menezes Ferreira argumenta, no documento enviado aos tribunais, que o Congresso, ao criar a lei que disciplina o FGTS, fez uma opção de estipular que o FGTS seria "remunerado" e não "corrigido" em razão do papel social que os recursos têm no financiamento de moradia popular, crédito imobiliário e obras de saneamento e infraestrutura.
Ele afirma que a opção do Congresso deve ser respeitada pelo Judiciário sob risco de se ferir o princípio da independência dos poderes. "Está-se diante de uma decisão legal e soberana do Parlamento, que vige há mais de duas décadas. Eventual provimento [da ações] ensejaria ofensa à competência legislativa e violação ao preceito contido na Constituição que garante a independência dos Poderes da União."
O Banco Central informou aos tribunais que o Senado chegou a discutir a mudança na correção das contas do FGTS para adoção de índice inflacionário no Projeto de Lei do Senado 193/2008, mas arquivou a proposta após parecer desfavorável da Comissão de Assuntos Econômicos que apontou "reflexos nefastos para a política de acesso à moradia".
Julgamento de ações
O STJ deve julgar em breve um recurso do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que manteve a fórmula atual de correção do FGTS.
No STJ, o caso foi considerado como "recurso repetitivo", e a decisão a ser tomada deverá ser observada pelas instâncias inferiores da Justiça estadual e da federal. Há cerca de 50 mil processos sobre o tema em todo o país, que tiveram o andamento suspenso até que o STJ julgue o caso.
Além disso, outra ação, protocolada pelo partido Solidariedade no Supremo, pede a correção do FGTS pela inflação. Apesar de o STJ decidir sobre o caso, a palavra final sobre como deve ser a correção das contas do FGTS será do Supremo ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade. O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, não dará decisão liminar (provisória) e levará a ação diretamente ao plenário, mas isso não tem prazo para acontecer.
Nos dois tribunais, a estimativa das ações é de que as perdas superem 80% em cada conta de trabalhador. Alguém que tinha R$ 1 mil na conta do FGTS em 1999, quando foi adotada a TR na correção, hoje teria R$ 1.340,47 em valores atualizados. Com a aplicação de um índice inflacionário na correção, o valor chegaria a R$ 2.586,44.
Fonte: http://g1.globo.com
À Justiça, Banco Central se manifestou contra ações que pedem correção. Para BC, isso levaria à revisão de 'milhões' de contrato de financiamento.
Por Mariana Oliveira, do G1, em Brasília
O procurador-geral do Banco Central do Brasil, Isaac Sidney Menezes Ferreira, afirmou em documentos enviados na última sexta-feira (14) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventual determinação judicial para corrigir os saldos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com base na inflação implicaria a revisão de "milhões" de contratos de financiamento habitacional.
Ações no STJ e no STF (veja ao final desta reportagem) pedem a correção por índices de inflação já que, em 2013, a TR foi de 0,19% contra 5,91% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Banco Central pediu para participar do julgamento desses processos nos dois tribunais porque é responsável por calcular a TR a partir de metodologia estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Atualmente, os depósitos no FGTS são corrigidos pela Taxa Referencial (TR) – índice usado para corrigir as cadernetas de poupança – mais juros de 3% ao ano. Cada trabalhador com carteira assinada tem uma conta do FGTS, composta de 8% do salário que é depositado mensalmente pelo empregador. O dinheiro pode ser sacado em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria.
Segundo o procurador do BC, os juros atuais de financiamento, que variam entre 6% e 8,66% ao ano para aquisição da casa própria pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), poderiam chegar a 11% se fosse adotado um índice de inflação para a correção do FGTS.
Isaac Sidney Menezes Ferreira destacou nos documentos que, com a correção pela inflação, "a sobrevivência do sistema [de concessão de crédito habitacional] dependeria imperiosamente da revisão de todos os contratos firmados com recursos do FGTS". Ele acrescenta que haveria "repercussão em milhões de contratos no âmbito do SFH".
"Isso porque não haveria como remunerar os fundistas em patamares superiores aos que o próprio fundo aufere a título de receitas. Para se ter a noção do impacto da modificação do índice, por exemplo, com a substituição da TR pelo IPCA, estima-se que haveria um aumento das taxas de financiamento para aproximadamente 11% ao ano, taxas hoje que variam entre 6% e 8,66%", sustenta o procurador.
Ferreira ressaltou aos tribunais que o FGTS permite concessão de crédito aos "fundistas" com valores superiores aos depositados nas contas. Mas, diz ele, "não há recursos infinitos" que permitam entregar o FGTS corrigido pela inflação e conceder financiamento a juros baixos.
"Não há recursos infinitos para satisfazer a pretensões infinitas. E foi justamente para tornar viável essa destinação social do FGTS [...] que se decidiu pela adoção de uma sistemática de remuneração baseada na TR. Esta foi a fórmula encontrada para manter minimamente viável a concessão de crédito por parte do FGTS a custos mais módicos. Não há como empregar os recursos na concessão de créditos menos onerosos e, ao mesmo tempo, pretender pagar aos fundistas uma remuneração muito superior à cobrada dos tomadores. Por certo, a conta não fecharia."
O BC acrescenta ainda que aumentar os juros tornaria os empréstimos "inacessíveis a significativa parcela da população".
Segundo o BC, o FGTS tem "dupla finalidade", servir como garantia de pagamento de indenização a trabalhadores em caso de demissão e fomentar políticas públicas na área de habitação. Para o procurador-geral da instituição, o fundo não pode ser visto com um benefício individual do trabalhador.
Ele defende que enxergar o FGTS como benefício de toda a sociedade afasta "interesses de uma minoria movida pela expectativa de ganhos fáceis, notadamente quando instigada por entidades, inclusive sindicais e partidárias, que promovem a cultura das ações em massa em tempos de estabilidade monetária".
O procurador Isaac Sidney Menezes Ferreira argumenta, no documento enviado aos tribunais, que o Congresso, ao criar a lei que disciplina o FGTS, fez uma opção de estipular que o FGTS seria "remunerado" e não "corrigido" em razão do papel social que os recursos têm no financiamento de moradia popular, crédito imobiliário e obras de saneamento e infraestrutura.
Ele afirma que a opção do Congresso deve ser respeitada pelo Judiciário sob risco de se ferir o princípio da independência dos poderes. "Está-se diante de uma decisão legal e soberana do Parlamento, que vige há mais de duas décadas. Eventual provimento [da ações] ensejaria ofensa à competência legislativa e violação ao preceito contido na Constituição que garante a independência dos Poderes da União."
O Banco Central informou aos tribunais que o Senado chegou a discutir a mudança na correção das contas do FGTS para adoção de índice inflacionário no Projeto de Lei do Senado 193/2008, mas arquivou a proposta após parecer desfavorável da Comissão de Assuntos Econômicos que apontou "reflexos nefastos para a política de acesso à moradia".
Julgamento de ações
O STJ deve julgar em breve um recurso do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que manteve a fórmula atual de correção do FGTS.
No STJ, o caso foi considerado como "recurso repetitivo", e a decisão a ser tomada deverá ser observada pelas instâncias inferiores da Justiça estadual e da federal. Há cerca de 50 mil processos sobre o tema em todo o país, que tiveram o andamento suspenso até que o STJ julgue o caso.
Além disso, outra ação, protocolada pelo partido Solidariedade no Supremo, pede a correção do FGTS pela inflação. Apesar de o STJ decidir sobre o caso, a palavra final sobre como deve ser a correção das contas do FGTS será do Supremo ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade. O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, não dará decisão liminar (provisória) e levará a ação diretamente ao plenário, mas isso não tem prazo para acontecer.
Nos dois tribunais, a estimativa das ações é de que as perdas superem 80% em cada conta de trabalhador. Alguém que tinha R$ 1 mil na conta do FGTS em 1999, quando foi adotada a TR na correção, hoje teria R$ 1.340,47 em valores atualizados. Com a aplicação de um índice inflacionário na correção, o valor chegaria a R$ 2.586,44.
Fonte: http://g1.globo.com
FGTS: CAIXA PERDE O RECURSO E MILHARES DE TRABALHADORES VÃO RECEBER AS CORREÇÕES
STJ JULGA IMPROCEDENTE O RECURSO IMPETRADO PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EM AÇÕES RELATIVAS AO FGTS.
Desde final de março de 2014, o Superior Tribunal de Justiça - STJ cassou a liminar que suspendia o tramite das ações conhecidas como revisão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e conheceu e negou provimento ao recurso interposto pela Caixa Econômica Federal visando manter a taxa de revisão do FGTS pela TR.
O Ministro Relator Rudolff Fischer a TR não representa a correção real das perdas dos trabalhadores frente à desvalorização da moeda e a inflação causando, então, prejuízos aos empregados. Ainda, segundo Fischer, o julgamento do recurso servirá de parâmetro para as outras instâncias do Poder Judiciário.
Entenda o caso:
No decorrer do ano de 2013 houve uma avalanche de ações impetradas por sindicatos e trabalhadores invadiu a Justiça Federal em todas as comarcas do Brasil. O objetivo das demandas é fazer a revisão da taxa de revisão do FGTS a partir de 1999 quando este deixou de ser corrigido pela inflação.
Advogados e sindicalistas reclamam da perda monetária causada pela aplicação da TR e querem a correção seja feita por outros índices oficiais como, por exemplo, o INPC.
Entenda mais, com esta matéria da Revista SUPERINTERESSANTE:
Por Alexandre Versignassi, em 24/04/2015
Tem dois jeitos bons de fazer dinheiro sumir. Um é picar notas de R$ 50 para fazer confete. Outro é ter uma conta no FGTS.
Pense em R$ 1.000. Se depositaram essa grana no seu FGTS no ano 2000, hoje ela vai ter rendido 98%. Os R$ 1.000 viraram R$ 1.980.
Parece ok, mas tem um problema. Nesses 15 anos, a inflação acumulada foi de 213%. O que você comprava com R$ 1.000 na virada do século hoje só dá para levar para casa com mais de R$ 3.000. Mais exatamemte, R$ 3.133, pelo menos segundo o INPC, o índice que cobre a inflação dos produtos consumidos pela maioria que ganha pouco, entre 1 e 5 salários mínimos. Se existisse um índice mais coxa, balizado só por preço de vinho, sedã e restaurante de toalha branca, a coisa iria para quase 10 paus.
Mas vamos ficar só no INPC mesmo, para não parecer que é apelação. Bom, só nisso, você perdeu R$ 1.000 para a inflação. Um terço do poder de compra que o seu dinheiro tinha desapareceu. Não volta mais. Tchau.
O mesmo dinheiro, guardado na poupança, teria rendido R$ 3139, contra aqueles R$ 3.133 do INPC. Ou seja: pau a pau com a inflação. Beleza. Poupança não é investimento, é só uma forma de proteger seu dinheiro da inflação. Se ela fez esse trabalho nos últimos 15 anos, parabéns. Porque o FGTS não fez.
Agora vamos comparar com investimento de verdade, que é o que interessa. Os mesmos R$ 1.000 que ficaram mofando no FGTS teriam virado R$ 5.160 se você tivesse comprado um título público que pagasse a Selic – sim, entendidos: já descontei 15% de imposto de renda e 0,5 anuais de taxa de administração, se não dava mais e sete paus.
Num CDB que paga 80% do CDI (a taxa dos empréstimos diretos entre banqueiros, sempre parecida com a Selic), daria R$ 4.791. Quase dois paus acima da inflação. Ganho real, não só manutenção de poder de compra. E isso num CDB vagabundo, que paga pouco, daqueles que os gerentes de banco oferecem aqui para a gente nas galés. Os CDBs firmeza mesmo, para quem tem cartão de crédito preto e estrelinha de três pontas na chave do carro, 100% do CDI, teriam dado R$ 5992. After taxes, sir. (sim, também dá para tirar 100% do CDI, ou mais, botando dinheiro em banco capenga – mas essa é outra história).
Porque a história aqui é a roubalheira do FGTS. A fórmula para corrigir o FGTS é marota: 3% + TR. A TR, taxa referencial, tem nome bonito. Mas não serve para nada. Pela lei, ela é um número super calculado, que leva em conta as taxas que os maiores bancos estão pagando no CDB e aplica um “redutor”. E taí o pulo do gato – ou do gatuno. Como o governo pode reduzir a TR o quanto quiser, não existe cálculo nenhum. É só uma taxa que o governo arbitra como bem entender. Tanto que, de setembro de 2012 a junho de 2013, a TR foi de zero. Zero. Parece que zero é uma taxa referencial que tende a ser menor que a inflação, né?
Nem sempre foi assim. Em 2005 e 2006, dois anos em que a economia estava tilintando, o FGTS rendeu mais do que a inflação. Em 2006 chegou a aplicar uma goleada. FGTS 5,03% X 2,81% Inflação.
E antes era melhor ainda. Entre 1995 (o primeiro ano do resto na nossa vida monetária, porque antes era Zimbabwe) e 1999, quando o cálculo passou a ser esse da “TR + 3%”, o FGTS bateu a inflação acumulada com folga: 98% contra um INPC de 54%. Ironia: o rendimento desses cinco anos entre 1995 e 1999 foi rigorosamente o mesmo que o dos 15 anos entre 2000 e 2014. Aí dá para ver o tamanho do rombo. E não, nada disso é uma defesa dos anos FHC – até porque foi sob o governo dele que o FGTS começou a perder da inflação. Também não é um ataque a toda a legislação trabalhista, para defender a terceirização. É só um fato. E contra fatos, só vale um argumento: o da Justiça.
Tanto que o STF considerou ilegal essa história de reajustar pela “TR” (daqui pra frente só escrevo essa trolha entre aspas). A própria Defensoria Pública da União já moveu ações exigindo o ressarcimento da inflação no FGTS, de 1999 para cá, mesmo para quem já sacou dinheiro. O único problema é que esse reembolso não virou lei para valer. Então você precisa entrar na Justiça para receber o que o governo te deve. É o que eu vou fazer.
terça-feira, 23 de junho de 2015
O que é preciso para ajuizar a ação revisional do FGTS?
Fonte JusBrasil
QUEM TEM DIREITO AO FGTS?
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é um direito constitucional (art. 7º, III, CFRB/1988) a todo trabalhador que tem ou teve trabalho formal, regido pela CLTT (Consolidações das Legislações Trabalhistas), e, também, trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais têm direito ao FGTS. O diretor não empregado e o empregado doméstico podem ser incluídos no sistema, a critério do empregador.
ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO.
O Regime do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço tem como finalidade precípua, garantir uma espécie de poupança aos trabalhadores, que em caso de desligamento do emprego, problemas de saúde, aquisição da casa própria, etc. Possam sacar os referidos valores depositados.
Desde 1991, a legislação fixou que o índice de correção para o FGTS seria a TR (Taxa Referencial), mais 3 % ao ano, fixado pelo Governo Federal mediante o Banco Central.
Ocorre que, a partir de janeiro de 1999 este índice vem sofrendo constantes defasagens, ficando-o abaixo da inflação, ocasionando perdas consideráveis ao trabalhador brasileiro. A partir de 2012, em queda exponencial, o índice atingiu o ápice, ou seja, chegou a zero, e, portanto, os valores depositados no FGTS, não tem sofrido correções.
Em recente decisão, através de ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI n.º 4.357/DF), o STF - Supremo Tribunal Federal - manifestou-se acerca do tema, aduzindo que a TR (taxa referencial) não seria índice de correção monetária, considerando o uso da taxa, inconstitucional.
Nesse sentido, as perdas ocasionadas pela correção da TR aos trabalhadores brasileiros são reais, contudo, terão que ser buscadas judicialmente, possibilitando recuperação sobre outros índices de correção como o IPCA ou INPC, ou qualquer outro que recomponha as perdas inflacionárias.
Depreende-se, portanto, que com a decisão do STF, as centrais sindicais e a sociedade em geral, vêm buscando guarida jurisdicional para revisar esses valores em busca de uma correção real.
Logo, essas ações poderão ser ajuizadas em tutela coletiva ou individual, em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, e, dependendo do valor, tramitarão no JUIZADO ESPECIAL FEDERAL se a soma não ultrapassar 60 (sessenta) salários mínimos, contudo, se o valor da diferença ultrapassar os 60 (sessenta) salários mínimos vigentes, tramitará nas varas da Justiça Federal.
É NECESSÁRIO A CONTRATAÇÃO DE UM ADVOGADO?
Sim. Através de uma assessoria jurídica, tanto de um sindicato, bem como através de um advogado particular, será imprescindível ao deslinde da ação, devido a complexidade da matéria.
QUAL O ÍNDICE DE CORREÇÃO DO FGTS E QUAL O ÍNDICE A SER APLICADO?
O índice utilizado para correção do FGTS desde 1991 é a TR (Taxa Referencial), entretanto para reparar e revisar as perdas inflacionárias o índice mais indicado é o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) que é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde setembro de 1979. Ele é obtido a partir dos Índices de Preços ao Consumidor regionais e tem como objetivo oferecer a variação dos preços no mercado varejista, mostrando, assim, o aumento do custo de vida da população.
QUEM TEM DIREITO A AJUIZAR A AÇÃO?
Todos os trabalhadores que tem ou tiveram trabalho formal de 1999 até hoje, incluindo os aposentados, regidos pela CLT (Consolidações das Legislações Trabalhistas), e, também, trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais têm direito ao FGTS. O diretor não empregado e o empregado doméstico podem ser incluídos no sistema, a critério do empregador.
QUAL O PRAZO PARA AJUIZAR A AÇÃO?
Não existe prazo para ajuizar a ação, entretanto, como é uma ação nova, ou seja, não há ainda julgados, e, portanto, não existe jurisprudência formada, o quanto antes ajuizar a ação, melhor, pois será um precedente dentro do judiciário, formando inclusive jurisprudências.
QUAIS OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS?
· Cópia da Identidade (RG) e CPF;
· Comprovante de residência;
· Cópia da Carteira Profissional, com a identificação do autor e a parte em que foi registrado o PIS/PASEP;
· Extrato do FGTS, a partir de janeiro de 1999 (Fornecido no site da caixa – www.caixa.gov.br/fgts (terá que cadastrar uma senha para ter acesso, mas o próprio site é interativo);
· Demonstrativo das diferenças entre o índice atual, ou seja, a TR e o outro índice que deverá corrigir as perdas;
· No caso dos aposentados (carta de concessão da aposentadoria – solicita-se ao INSS ou a entidade responsável pela aposentadoria);
SE A AÇÃO FOR JULGADA PROCEDENTE, O QUE ACONTECE?
A partir do momento em que a ação for julgada procedente, existem duas possibilidades:
1) Para os trabalhadores que estão com contrato de trabalho vigente, a correção será vinculada a conta do FGTS do trabalhador, que só poderão sacar se estiverem dentro dos critérios estabelecidos pela Lei que regulamenta o FGTS (Art. 35 do Decreto Nº 99.684/1990);
2) Para os trabalhadores que já foram desligados (demitidos), inclusive aposentados, terão seus valores liberados para saques, a partir da sentença que julgar procedente a ação.
HÁ GARANTIA DE QUE O MEU PEDIDO SEJA CONCEDIDO?
Não. Em se tratando de matéria nova, não há como garantir que o pedido referente a ação revisional seja concedido, uma vez que não existe parâmetro jurisprudencial para a concessão da tutela.
Dr. Vandilo Brito é Advogado militante, com atuação na área Cível, Trabalhista e Previdenciário - especializando em Direito Processual Civil.
Identificar talentos em uma empresa permanece uma arte
Postado por: Vivian Fiorio em: 22, jun, 2015-Fonte: The Wall Street Journal
Em um momento em que as empresas possuem mais informações do que nunca sobre seus funcionários, prever quais irão brilhar em cargos mais elevados permanece mais uma arte do que ciência.
As empresas estão procurando por futuras estrelas — e elas estão perplexas.
Em um momento em que as empresas possuem mais informações do que nunca sobre os hábitos e a produtividade de seus funcionários, prever quais irão brilhar em cargos mais elevados permanece mais uma arte do que ciência. As pessoas consideradas com “alto potencial” podem ajudar as empresas a assegurar a existência de líderes no longo prazo, mas os gestores dizem que suas escolhas nem sempre dão certo.
“As pessoas são muito ruins em prever o futuro”, diz Tom Rauzi, diretor de talentos globais da Dell Inc.
Até o momento, os algoritmos não são muito melhores. Alguns fabricantes de software de recursos humanos afirmam que eles estão trabalhando no desenvolvimento de novas formas de identificar potenciais líderes, mas ainda não conseguiram. E empresas como a Nokia Corp., a American Express Co. e a SAP SE estão repensando como avaliar o potencial dos funcionários — focando em novas métricas, usando jogos para identificar características como perseverança ou classificar as habilidades dos funcionários de forma diferente —, mas ainda não desenvolveram uma abordagem quantitativa que decifre os dados.
A maioria dos empregados atualmente depende da opinião dos gestores ou da avaliação de desempenho para determinar quem é considerado com alto potencial. Os gestores dizem que eles preveem precisamente o potencial dos empregados apenas em 50% dos casos, segundo uma pesquisa com 134 empresas feita pela consultoria Talent Strategy Group LLC. Isso sugere que uma boa fatia dos estimados US$ 70 bilhões a US$ 75 bilhões que as empresas dos Estados Unidos investem em treinamento é mal utilizada.
Na Dell, alguns gestores avaliam o potencial dos empregados enviando aqueles selecionados para se relacionar com líderes ou para participar de projetos especiais. A abordagem resulta em alguns “falsos positivos e falsos negativos”, diz Rauzi, em parte porque a Dell não tem um critério amplo na companhia para pessoas com alto potencial.
“Todo mundo usa o termo, mas não sabemos realmente sobre o que as pessoas estão falando”, diz ele.
Nas próximas semanas, ele lançará um projeto de pesquisa para analisar dados como o nível de formação dos funcionários, trajetórias e feedback de desempenho na expectativa de descobrir sinais indicativos de pessoas adequadas para os altos escalões da Dell.
Quando os gestores são responsáveis pela escolha dos empregados com alto potencial, eles tendem a selecionar os protegidos que são como eles. Em uma pesquisa com mais de 9.500 gestores feita pela CEB Inc., quase 25% disseram que eles confiam no instinto na escolha de futuras estrelas, uma descoberta que pode explicar porque algumas empresas afirmam que estão com dificuldades em encontrar ideias novas e contratações mais variadas.
Os empregados que sentem que estão sendo monitorados para coisas maiores tendem a permanecer mais tempo e se esforçar mais no trabalho, segundo pesquisa de Christopher Collins, professor associado da Faculdade de Relações da Indústria e Trabalho da Universidade Cornell e diretor do Centro para Estudos Avançados de Recursos Humanos.
Ainda assim, aqueles que não são acompanhados no grupo de alto potencial podem se sentir amargurados. Na fabricante de software corporativo SAP, cerca de 8% a 10% dos empregados foram classificados como possuindo alto potencial, mas cerca de 70% foram considerados “chateados e preteridos”, segundo Jewell Parkinson, diretor de RH da SAP North America. Como resultado, a empresa acabou com sua distinção oficial de pessoas com alto potencial.
Na Coca-Cola Co. , Carie Davis observou que o programa de alto potencial da fabricante de refrigerantes estava cheio de empregados do tipo A com perfis similares. Davis, que até março era diretora global de inovação e empreendedorismo, alertou parte do grupo durante uma sessão de inovação, mas descobriu que eles passam mais tempo conversando e “brigando por poder” do que executando novas ideias.
“Isso me pegou da forma errada”, diz Davis, que deixou a Coca depois de 13 anos para começar sua própria consultoria. Ela diz que está preocupada que os empregados capazes de trazer ideias novas e criativas sejam “esmagados”.
Uma porta-voz da Coca não quis comentar.
As empresas estão trazendo avaliações similares às utilizadas para examinar talentos de nível executivo para avaliar milhares de empregados em vários níveis da organização segundo Matt Paes, vice-diretor-superintendente de avaliação da empresa Development Dimensions International Inc.
Nas próximas semanas, a DDI começará a vender uma nova linha de ferramentas criadas para serem versões menores e mais baratas das avaliações geralmente dadas aos executivos.
Alguns diretores de recursos humanos dizem que os testes atualmente disponíveis para avaliações custam muito para serem feitos com muitos funcionários, embora a DDI afirme que seus preços caíram nos últimos anos. Outros dizem que as avaliações criam ansiedade em seus funcionários.
Lori Bradley, uma executiva de gestão de talentos que ampliou o uso de avaliações na PVH Corp, proprietária de marcas como a Calvin Klein, diz que os trabalhadores frequentemente se preocupam com quem vê suas respostas e se esses resultados afetam o salário ou a avaliação de desempenho. “Temos que tranquiliza-los muito”, diz ela.
Em um momento em que as empresas possuem mais informações do que nunca sobre seus funcionários, prever quais irão brilhar em cargos mais elevados permanece mais uma arte do que ciência.
As empresas estão procurando por futuras estrelas — e elas estão perplexas.
Em um momento em que as empresas possuem mais informações do que nunca sobre os hábitos e a produtividade de seus funcionários, prever quais irão brilhar em cargos mais elevados permanece mais uma arte do que ciência. As pessoas consideradas com “alto potencial” podem ajudar as empresas a assegurar a existência de líderes no longo prazo, mas os gestores dizem que suas escolhas nem sempre dão certo.
“As pessoas são muito ruins em prever o futuro”, diz Tom Rauzi, diretor de talentos globais da Dell Inc.
Até o momento, os algoritmos não são muito melhores. Alguns fabricantes de software de recursos humanos afirmam que eles estão trabalhando no desenvolvimento de novas formas de identificar potenciais líderes, mas ainda não conseguiram. E empresas como a Nokia Corp., a American Express Co. e a SAP SE estão repensando como avaliar o potencial dos funcionários — focando em novas métricas, usando jogos para identificar características como perseverança ou classificar as habilidades dos funcionários de forma diferente —, mas ainda não desenvolveram uma abordagem quantitativa que decifre os dados.
A maioria dos empregados atualmente depende da opinião dos gestores ou da avaliação de desempenho para determinar quem é considerado com alto potencial. Os gestores dizem que eles preveem precisamente o potencial dos empregados apenas em 50% dos casos, segundo uma pesquisa com 134 empresas feita pela consultoria Talent Strategy Group LLC. Isso sugere que uma boa fatia dos estimados US$ 70 bilhões a US$ 75 bilhões que as empresas dos Estados Unidos investem em treinamento é mal utilizada.
Na Dell, alguns gestores avaliam o potencial dos empregados enviando aqueles selecionados para se relacionar com líderes ou para participar de projetos especiais. A abordagem resulta em alguns “falsos positivos e falsos negativos”, diz Rauzi, em parte porque a Dell não tem um critério amplo na companhia para pessoas com alto potencial.
“Todo mundo usa o termo, mas não sabemos realmente sobre o que as pessoas estão falando”, diz ele.
Nas próximas semanas, ele lançará um projeto de pesquisa para analisar dados como o nível de formação dos funcionários, trajetórias e feedback de desempenho na expectativa de descobrir sinais indicativos de pessoas adequadas para os altos escalões da Dell.
Quando os gestores são responsáveis pela escolha dos empregados com alto potencial, eles tendem a selecionar os protegidos que são como eles. Em uma pesquisa com mais de 9.500 gestores feita pela CEB Inc., quase 25% disseram que eles confiam no instinto na escolha de futuras estrelas, uma descoberta que pode explicar porque algumas empresas afirmam que estão com dificuldades em encontrar ideias novas e contratações mais variadas.
Os empregados que sentem que estão sendo monitorados para coisas maiores tendem a permanecer mais tempo e se esforçar mais no trabalho, segundo pesquisa de Christopher Collins, professor associado da Faculdade de Relações da Indústria e Trabalho da Universidade Cornell e diretor do Centro para Estudos Avançados de Recursos Humanos.
Ainda assim, aqueles que não são acompanhados no grupo de alto potencial podem se sentir amargurados. Na fabricante de software corporativo SAP, cerca de 8% a 10% dos empregados foram classificados como possuindo alto potencial, mas cerca de 70% foram considerados “chateados e preteridos”, segundo Jewell Parkinson, diretor de RH da SAP North America. Como resultado, a empresa acabou com sua distinção oficial de pessoas com alto potencial.
Na Coca-Cola Co. , Carie Davis observou que o programa de alto potencial da fabricante de refrigerantes estava cheio de empregados do tipo A com perfis similares. Davis, que até março era diretora global de inovação e empreendedorismo, alertou parte do grupo durante uma sessão de inovação, mas descobriu que eles passam mais tempo conversando e “brigando por poder” do que executando novas ideias.
“Isso me pegou da forma errada”, diz Davis, que deixou a Coca depois de 13 anos para começar sua própria consultoria. Ela diz que está preocupada que os empregados capazes de trazer ideias novas e criativas sejam “esmagados”.
Uma porta-voz da Coca não quis comentar.
As empresas estão trazendo avaliações similares às utilizadas para examinar talentos de nível executivo para avaliar milhares de empregados em vários níveis da organização segundo Matt Paes, vice-diretor-superintendente de avaliação da empresa Development Dimensions International Inc.
Nas próximas semanas, a DDI começará a vender uma nova linha de ferramentas criadas para serem versões menores e mais baratas das avaliações geralmente dadas aos executivos.
Alguns diretores de recursos humanos dizem que os testes atualmente disponíveis para avaliações custam muito para serem feitos com muitos funcionários, embora a DDI afirme que seus preços caíram nos últimos anos. Outros dizem que as avaliações criam ansiedade em seus funcionários.
Lori Bradley, uma executiva de gestão de talentos que ampliou o uso de avaliações na PVH Corp, proprietária de marcas como a Calvin Klein, diz que os trabalhadores frequentemente se preocupam com quem vê suas respostas e se esses resultados afetam o salário ou a avaliação de desempenho. “Temos que tranquiliza-los muito”, diz ela.
Erros ao renegociar dívidas bancárias
Postado por: Vivian Fiorio em: 18, jun, 2015 para Indústria.Hoje
Descubra o que precisa ser feito para quitar dívidas bancárias sem cometer erros que possam prejudicar sua saúde financeira futuramente.
Muitos devedores ainda encontram dificuldades para quitar suas dívidas com bancos. Porém, basta saber como conversar com os credores para que seja possível ficar com o nome limpo novamente, sem cometer erros ao renegociar dívidas bancárias, não importa qual seja o valor que precisa ser pago e nem os motivos pelos quais você acabou devendo para determinada instituição.
Confira os principais erros ao renegociar dívidas bancárias:
1. Não se informar sobre o valor real da dívida
Um dos maiores equívocos é não se informar a respeito do real valor da dívida. Na hora de renegociar, é importante conhecer as taxas de juros cobradas, até para você entender melhor como o banco chegou ao resultado em questão. O valor da dívida lançado para o Banco Central (BC) costuma ser menor do que o valor que é cobrado pela instituição bancária.
Para conhecer o valor que foi prestado ao BC, basta acessar o Serviço de Crédito e Risco (SRC), com o nome de usuário e a senha definidos depois que você informar CPF e RG em um local de atendimento do BC. Desse modo, com a quantia exata, você terá condições de ter mais argumentos no caso de uma renegociação, inclusive em situações em que as coisas têm que ser resolvidas no judiciário.
2. Parcelar a dívida em milhares de prestações
Claro que parcelar o valor total em mais prestações vai gerar uma grande sensação de alívio, mas o ideal é que você tenha em mente um número exato de parcelas, tentando quitar tudo o quanto antes. Para tanto, recomenda-se cortar gastos dispensáveis, a fim de poupar dinheiro e liquidar logo o débito.
Bancos e cartões de crédito tendem a preferir quando os clientes escolhem um número maior de parcelas, graças aos lucros com os juros e as outras taxas durante um período maior. Caso o banco afirme que não existe espaço para negociação, diga que você tem a intenção de priorizar outras dívidas.
3. Não pedir ajuda quando o credor recusa renegociações
Quando o banco não quiser mais negociar, corra atrás dos seus direitos e peça auxílio de órgãos de Defesa do Consumidor. Esse tipo de atitude vai fazer o banco conversar com você na marra, desde que você comece o processo de solicitação, a partir de dados que comprovem a sua dívida. Além de fornecer os documentos necessários, é essencial já ter uma proposta em mente.
4. Não elaborar uma proposta
Se você já sabe quanto você deve exatamente, aconselha-se pensar em uma proposta para a renegociação. Isso só será possível se você avaliar quanto poderá pagar em cada mês ou caso queira quitar a dívida em um único pagamento. Diante dessa decisão, suspensa os pagamentos e envie uma carta com um aviso de recebimento para a instituição para qual você deve. Essa carta, enviada pelos correios, deve conter a sua proposta de quitação ou de parcelamento. Assim, você vai provar que está disposto a solucionar o problema.
5. Não ofereça bens como garantia
Outro erro é renegociar com um avalista e oferecer bens como garantia, o que vai deixar você ainda mais enrolado. Além disso, só se comprometa a pagar parcelas que não ultrapassem 30% da sua renda mensal, para evitar substituir uma dívida por outra, pois a sua intenção é justamente se livrar de sua dívida atual sem contrair novas dívidas. E, para finalizar, não pague faturas mínimas por mais de três meses.
Ao levar as nossas dicas em consideração, você terá mais chance de acertar na sua renegociação de dívidas bancárias, ficando mais preparado para conseguir as melhores condições de pagamento do valor que você deve quitar.
Descubra o que precisa ser feito para quitar dívidas bancárias sem cometer erros que possam prejudicar sua saúde financeira futuramente.
Muitos devedores ainda encontram dificuldades para quitar suas dívidas com bancos. Porém, basta saber como conversar com os credores para que seja possível ficar com o nome limpo novamente, sem cometer erros ao renegociar dívidas bancárias, não importa qual seja o valor que precisa ser pago e nem os motivos pelos quais você acabou devendo para determinada instituição.
Confira os principais erros ao renegociar dívidas bancárias:
1. Não se informar sobre o valor real da dívida
Um dos maiores equívocos é não se informar a respeito do real valor da dívida. Na hora de renegociar, é importante conhecer as taxas de juros cobradas, até para você entender melhor como o banco chegou ao resultado em questão. O valor da dívida lançado para o Banco Central (BC) costuma ser menor do que o valor que é cobrado pela instituição bancária.
Para conhecer o valor que foi prestado ao BC, basta acessar o Serviço de Crédito e Risco (SRC), com o nome de usuário e a senha definidos depois que você informar CPF e RG em um local de atendimento do BC. Desse modo, com a quantia exata, você terá condições de ter mais argumentos no caso de uma renegociação, inclusive em situações em que as coisas têm que ser resolvidas no judiciário.
2. Parcelar a dívida em milhares de prestações
Claro que parcelar o valor total em mais prestações vai gerar uma grande sensação de alívio, mas o ideal é que você tenha em mente um número exato de parcelas, tentando quitar tudo o quanto antes. Para tanto, recomenda-se cortar gastos dispensáveis, a fim de poupar dinheiro e liquidar logo o débito.
Bancos e cartões de crédito tendem a preferir quando os clientes escolhem um número maior de parcelas, graças aos lucros com os juros e as outras taxas durante um período maior. Caso o banco afirme que não existe espaço para negociação, diga que você tem a intenção de priorizar outras dívidas.
3. Não pedir ajuda quando o credor recusa renegociações
Quando o banco não quiser mais negociar, corra atrás dos seus direitos e peça auxílio de órgãos de Defesa do Consumidor. Esse tipo de atitude vai fazer o banco conversar com você na marra, desde que você comece o processo de solicitação, a partir de dados que comprovem a sua dívida. Além de fornecer os documentos necessários, é essencial já ter uma proposta em mente.
4. Não elaborar uma proposta
Se você já sabe quanto você deve exatamente, aconselha-se pensar em uma proposta para a renegociação. Isso só será possível se você avaliar quanto poderá pagar em cada mês ou caso queira quitar a dívida em um único pagamento. Diante dessa decisão, suspensa os pagamentos e envie uma carta com um aviso de recebimento para a instituição para qual você deve. Essa carta, enviada pelos correios, deve conter a sua proposta de quitação ou de parcelamento. Assim, você vai provar que está disposto a solucionar o problema.
5. Não ofereça bens como garantia
Outro erro é renegociar com um avalista e oferecer bens como garantia, o que vai deixar você ainda mais enrolado. Além disso, só se comprometa a pagar parcelas que não ultrapassem 30% da sua renda mensal, para evitar substituir uma dívida por outra, pois a sua intenção é justamente se livrar de sua dívida atual sem contrair novas dívidas. E, para finalizar, não pague faturas mínimas por mais de três meses.
Ao levar as nossas dicas em consideração, você terá mais chance de acertar na sua renegociação de dívidas bancárias, ficando mais preparado para conseguir as melhores condições de pagamento do valor que você deve quitar.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Mercado financeiro prevê juros mais altos e retração da economia
Criado em 22/06/15 09h00
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição:José Romildo Fonte:Agência Brasil
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por inflação e juros básicos mais altos e maior queda na economia, este ano. De acordo com a pesquisa semanal do BC, a projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação, medida pela Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela décima semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 8,79% para 8,97%. Para 2016, a estimativa segue em 5,50%, há cinco semanas. A inflação este ano deve estourar o teto da meta, que é 6,5%. O centro da meta é 4,5%.
Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic, pela sexta vez seguida, para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao final de 2015 em 14,25% ao ano. A projeção da semana passada era 14% ao ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12% ao ano.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.
A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,35% para 1,45%. Essa é a quinta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 0,9% para 0,7%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,65%, este ano, e crescimento de 1,5%, em 2016.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7,08% para 7,31%, este ano. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,94% para 7%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,39% para 8,45%, este ano.
A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,20, ao final de 2015, e subiu de R$ 3,30 para R$ 3,40, no fim de 2016.
Editor José Romildo
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição:José Romildo Fonte:Agência Brasil
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por inflação e juros básicos mais altos e maior queda na economia, este ano. De acordo com a pesquisa semanal do BC, a projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação, medida pela Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela décima semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 8,79% para 8,97%. Para 2016, a estimativa segue em 5,50%, há cinco semanas. A inflação este ano deve estourar o teto da meta, que é 6,5%. O centro da meta é 4,5%.
Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic, pela sexta vez seguida, para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao final de 2015 em 14,25% ao ano. A projeção da semana passada era 14% ao ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12% ao ano.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.
A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,35% para 1,45%. Essa é a quinta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 0,9% para 0,7%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,65%, este ano, e crescimento de 1,5%, em 2016.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7,08% para 7,31%, este ano. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,94% para 7%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,39% para 8,45%, este ano.
A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,20, ao final de 2015, e subiu de R$ 3,30 para R$ 3,40, no fim de 2016.
Editor José Romildo
Assinar:
Postagens (Atom)






